quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Hemocentro Regional em Eunápolis

Matéria do site da SESAB

Bahia ganha primeiro Hemocentro Regional

Uma população estimada em quase 320 mil pessoas, de sete municípios da região Extremo Sul, será atendida pelo primeiro Hemocentro Regional da Bahia. O Hemocentro Regional de Eunápolis, a 641 quilômetros de Salvador, que estava sob gestão privada contratada pela prefeitura, passou a integrar a hemorrede estadual na sexta-feira (1º de agosto), passando para a gestão da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia, Hemoba. A unidade se firmará como centro distribuidor de hemocomponentes (derivados do sangue) para as regiões Sul e Extremo Sul do estado, cujos habitantes não dependerão mais de Salvador para obtê-los.

A solenidade contou com a presença do secretário da Saúde, Jorge Solla; do secretário de Saúde de Eunápolis, Mário Gontijo; do diretor da Hemoba, Roberto Schlindwein; da diretora de Acompanhamento e Avaliação da Rede Própria, Conceição Benigno; do novo diretor do hemocentro, o médico hematologista Luciano Laranjeira; e do diretor da 8ª Dires, Baltazar Lamin, além dos funcionários e da população local, que lotou a sala de espera da unidade. Inaugurado há cinco anos, o hemocentro está sendo reequipado, a equipe será reciclada e serão contratados novos profissionais, já que a assistência prestada ali vai ser ampliada.

Além da coleta, preparação e distribuição de bolsas de sangue, único serviço prestado desde que foi inaugurado, há cinco anos, passarão a ser oferecidos, ainda este ano, serviços de transfusão de sangue, punção de medula óssea, diagnóstico e acompanhamento de doenças hematológicas (doenças do sangue, como a anemia falciforme e a hemofilia) e tratamento odontológico para hemofílicos.

"Dentro de 15 ou 20 dias, virão técnicos do Ministério da Saúde para fazer a informatização completa dos serviços. Já foram enviados 10 computadores para o hemocentro, e vamos encaminhar equipamentos complementares e demais insumos para garantir o bom funcionamento do serviço, que vai permitir outro padrão de atendimento, outra capacidade de assistência", informou o secretário Jorge Solla.

Ele acrescentou que o hemocentro vinha sendo subutilizado e necessita de muitos investimentos. "É um processo a ser cumprido", salientou, lembrando que a construção do prédio demorou oito anos e outros quatro se passaram até a unidade entrar em funcionamento. O secretário também evidenciou o esforço que vem sendo feito para melhorar a assistência hematológica no estado, inclusive com a reabertura de bancos de sangue em importantes pólos de assistência, como Senhor do Bonfim, Juazeiro, Paulo Afonso e Seabra.

PLANO "ARROJADO" E DOAÇÕES

Para o secretário de Saúde de Eunápolis, Mário Gontijo, a proposta do Governo do Estado, de incorporar o hemocentro da cidade à Hemoba transformando-o em Hemocentro Regional, é "bem feita, um plano bem arrojado, para que não tenhamos mais tantas pessoas que necessitem dessa assistência se deslocando para Salvador". Gontijo aproveitou para parabenizar a equipe de Assistência Farmacêutica da Sesab, por estar mantendo em dia o estoque de medicamentos do município.

O secretário Jorge Solla lembrou que o hemocentro foi dimensionado para atender à região do Extremo Sul, mas acabou se tornando um projeto bem menos abrangente. "Ano passado, fizemos várias discussões para que ele se tornasse regional, o que hoje será feito sob gestão da Hemoba. Foi um projeto penoso porque, como a prefeitura tinha contrato com uma empresa privada, precisava negociar, esperar acabar o contrato; finda esta fase, os funcionários da Sesab tiveram que fazer todo o mapeamento e checagem do patrimônio".

A etapa a seguir, observa o secretário, vai depender muito da colaboração da população. "É preciso que a população se mobilize para doar sangue, e participe das atividades. Essa contribuição é essencial para os bons serviços que o hemocentro irá prestar", afirmou. Apesar de muito esforço e sucessivas campanhas para sensibilizar doadores, a Hemoba tem enfrentado sempre oferta inferior à grande demanda por sangue e derivados. A meta para o Hemocentro Regional de Eunápolis é coletar 1.056 bolsas/mês para cobrir, com folga, a demanda hemoterápica da região, que é de 6 mil bolsas/ano.

B.F. - DRT/Ba 1158
Ascom Sesab

Não subestime o infarto!

Aí uma crítica que venho fazendo há tempos relacionado a outras patologias também: a forma banal como são tratadas alguns agravos de saúde sem creditar a devida importância que o tema merece, terminam por não causar o impacto desejado na população. O resultado: aumento no número de agravos na sociedade, aumento no número de casos fatais, dificuldade na mudanças de hábitos de vida, entre tantas outras situações que receberiam atenção diferenciada se realmente a população entendesse a gravidade que se impõe. Acontece com o infarto, com a tuberculose, a aids, a hanseníase, doenças que matam, mas seguem "vulgarizadas" na sociedade de forma geral.

Segue abaixo a notícia na íntegra do Portal G1 - ciência e saúde

BBC - Cinema e TV enganam pessoas sobre infarto, diz ONG

Entidade britânica diz que exageros levam paciente a ignorar sintomas reais.

A maneira dramática como ataques cardíacos são mostrados na TV e no cinema pode estar levando pessoas a ignorar sintomas na vida real, alertou uma ONG britânica.

"Ataques cardíacos hollywoodianos" mostram pessoas desmaiando e apertando o peito, simulando dor extrema.

Mas a ONG British Heart Foundation, que luta para diminuir os casos de infarto, alertou que os sintomas de um ataque cardíaco podem ser muito mais sutis e fáceis de ignorar.

"Temos de espalhar a mensagem de que ataques cardíacos no cinema e na TV não são o que as pessoas vivenciam normalmente", disse uma representante da entidade, Betty McBride.

Pesquisa

Em um levantamento feito pela ONG, de cada dez pessoas ouvidas, quatro disseram que seus conhecimentos sobre sintomas de ataques cardíacos vinham da TV e do cinema.

Apenas 6% disseram que tinham procurado aconselhamento ou discutido o assunto com seu médico.

Entre cerca de dois mil participantes da pesquisa, quase um quinto (18%) disseram não saber quais eram os sintomas de um ataque cardíaco.

"Há tantos sintomas. O ponto é, se você está se sentindo muito mal e tem aquela pequena suspeita de que talvez esteja tendo um ataque cardíaco, não demore, chame o serviço de emergência", disse McBride.

Só na Grã-Bretanha, cerca de 250 mil pessoas sofrem ataques cardíacos anualmente. Um terço delas morre antes de chegar ao hospital.

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem dor no centro do peito - uma dor que se espalha pelos braços, pescoço e queixo - e também náusea, suores frios e falta de ar acompanhados de dor.

Ambos os sexos, mas principalmente mulheres, podem sentir um desconforto no peito acompanhado de uma sensação geral de mal-estar, uma dor que se espalha pelas costas ou estômago e uma dor no peito parecida com uma indigestão.

A saúde de Itabuna ainda em foco

Continuam pegando pesado com a Saúde de Itabuna. Nessa semana, após o governador classificar a situação da saúde de Itabuna como estado de calamidade durante o lançamento do programa de segurança por video-monitoramento da cidade, vem ainda o Jornal A Região e coloca mais lenha na fogueira denunciando o pagamento de salários exorbitantes e pagamentos de abonos esdrúxulos (abonos natalinos).

Confiram a matéria aqui: Servidor - de motorista a coordenador em dois meses

Enquanto isso, aguardamos qual será o posicionamento da CIB (Comissão Intergestores Bipartite) que apreciará como pauta de sua reunião a demanda do Conselho Estadual de Saúde que definiu pela perda da Gestão Plena do Sistema de Saúde do município de Itabuna.

Mas quem realmente está gostando dessa situação são os adversários políticos e pleiteantes ao cargo de prefeito municipal que se aproveitam da situação nada agradável da saúde pública local e soltam o verbo, inclusive com alegações de incompetência administrativa de "colegas" e com promessas do tipo "comigo será diferente". é ver para crer!

A que situação chegamos!

domingo, 3 de agosto de 2008

Mitos e verdades sobre a coluna vertebral.

Matéria do site ABC da Saúde.

Traz em 10 dicas bastante simples esclarecimentos sobre veradades e mentiras sobre a coluna vertebral, além de informações sobre como e quando procurar um médico ou o que fazer para aliviar dores. Está em primeiro lugar no ranking de artigos mais visitados no top 20 do site. Vale apena conferir.

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Gianecchini, alergia à penicilina e outras coisas mais

Só para vocês verem que isso acontece nas melhores famílias e no universo dos famosos também.

Durante essa semana foi noticiado a internação de Reynaldo Gianecchini para tratar de uma reação alérgica após o uso de penicilina injetável IM, a velha benzetacil. O ator descreveu uma série de desconfortos, além do aparecimento de manchas eritematosas (avermelhadas) na pele. Contudo, cabe chamar a atenção que reações alégicas vinculadas ao uso da penicilina podem constituir um grave problema, com sinais e sintomas mais severos, podendo levar os indivíduos a um possível choque anafilático e a morte.

As reações alérgicas são algo comum na população, porém, as reações alérgicas à penicilina são mais raras e estão mais vinculadas ao uso da apresentação injetável do que a forma oral do medicamento. O Blog da Alergia conta que a reação alérgica ao medicamento ocorre em torno de 0,2% da população.

A penicilina, que foi o primeiro antibiótico a ser fabricado, ainda hoje é utilizado com eficácia para tratamento de algumas patologias como a sífilis, por exemplo. Mesmo com o advento da indústria farmacêutica na composição de novos antibióticos mais potentes e eficazes e da capacidade de bactérias de criarem resistência aos medicamentos, sobretudo pelo uso indiscriminado dessas drogas, a penicilina venceu esses obstáculos e transcendeu gerações, sendo um dos antibióticos mais distribuídos na rede pública de serviços de saúde do SUS.

Percebam que a relação custo x benefício do uso da penicilina é tão importante aos cofres públicos e sua potência o tornoa um medicamento indispensável ao tratamento de determinadas infecções que o governo brasileiro mantém o uso dessa droga mesmo com as possibilidades de reações, estimulando os serviços a realizarem a dessensibilização clínica de pessoas para o uso da penicilina, sobretudo aos casos novos ou com histórico negativo de complicações vinculadas ao uso do medicamento.

O problema do uso da penicilina no SUS

Apesar das unidades básicas de saúde dispensarem o medicamento, a maior parte delas não oferece qualquer tipo de suporte para a administração do mesmo. No geral, os serviços não contam com profissionais capacitados para lidar com as possíveis reações causadas pela penicilina ou sequer possuem insumos disponíveis para intervenções de urgência nos casos mais agudos. Dessa forma, o máximo que os serviços de atenção básica conseguem realizar é, após uma anamnese bem feita, administrar o medicamento e ficar observando o paciente, torcendo para que ele não apresente reações, caso contrário, o mesmo terá que ser condizudo às pressas para os serviços de urgência/emergência mais próximos.

Para as unidades de saúde que de imediato esquivam-se de administrar a droga evitando correr riscos e complicações em seus serviços, terminam por encaminhar os pacientes a unidades hospitalares, pronto-atendimentos e pronto-socorros para que o medicamento seja então administrado. Sofre o usuário que fica peregrinando pelo sistema para ter resolvida uma simples demanda de saúde que é a administração de uma droga com segurança e sofre as unidades hospitalares que além de terem suas demandas diárias aumentadas, ainda ocupam profissionais que deveriam estar direcionados ao atendimento de caos mais graves nos serviços de urgência.

O Ministério da Saúde disponibiliza desde 1999 um manual em que orienta sobre como realizar a dessensibilização em pacientes, como tratar os casos em que é necessário a anafilaxia e como normatizar os serviços para tornarem aptos a administração dda droga.

A implementação dos serviços básicos de saúde continuam sendo a chave para organização dessa rede. É necessário que as gestões municipais tomem a inicativa de instrumentalizar as suas unidades básicas de saúde de forma não apenas distribuir o medicamento, mas também administrá-lo com segurança. Os profissionais devem ser capacitados para lidar com os casos e devem existir insumos suficentes nos serviços para realizar os procedimentos com segurança.
Ações como essa, aumentam a resolutividade dos serviços básicos, os fazem crescer em confiança e credibilidade junto a população e vincula os usuários aos serviços, evitando as peregrinações e insatisfações dos usários na rede de serviços.

Tenho certeza que com medidas como essa, até os Gianecchinis se sentirão confortáveis em acessar os serviços para tomar a sua benzetacil.

Dica: para quem quer conhecer o Manual de Testes de Sensibilidade à Penicilina do Ministério da Saúde basta clicar aqui. (versão em pdf)